terça-feira, 13 de abril de 2010

Piedad - Origem da Marca

Ana Maria Piedade é quem cria e produz as peças da sua grife Piedad desde 1998, logo após concluir o curso de “Estilo” na Esmod/ Senac (1995 – 1997). A estilista nasceu e vive na cidade de São Paulo.

As criações de Piedad já vestiram Carol Trentini, Gisele Bundchen, e Cristina Itié em editoriais de importantes publicações de moda brasileiras. Também vestem Piedad, a cantora Mônica Salmaso, as atrizes Andréa Beltrão, Rosamaria Murtinho, Débora Secco, e a espanhola Victoria Abril, conhecida por suas participações nos filmes de Pedro Almodóvar.

A grife Piedad:

A imagem inicial vem de uma narrativa: a história de uma princesa que exigia de seus ourives que as suas jóias fossem inspiradas nos intrincados desenhos das rendas. Ana Maria Piedade quer transformar a própria renda, seu material gerador, inserindo nela variados processos criativos que resultam em peças autorais dentro do universo do luxo, tal como uma jóia.

O processo criativo principal é o tingimento artesanal, que é realizado peça a peça pela própria estilista em seu atelier. É um processo bastante arriscado, onde o resultado não pode ser 100% previsto, mas que vai sendo continuamente aprimorado através dessa experimentação mesma com as cores. Nas palavras da estilista: “Ao trabalhar os tons chego ao espírito do meu trabalho”.
Os materiais fluidos e nobres como a renda guipir, o tule francês, o veludo alemão, fitas de seda e cetim recebem ainda a inserção de vários outros procedimentos criativos como as aplicações, o bordado e o rebordado com aviamentos provenientes do contexto da ourivesaria e da chamada bijuteria de renda, tais como as pedrarias, contas, vidrilhos, além de adornos extraordinários, propiciadores de vivacidade, como rabos de galo e penas.

O espírito de Piedad é o exercício de acessorizar, de pensar uma vestimenta através da linguagem do acessório. A mensagem mestra dessa linguagem é a criação do detalhe, principalmente através da cor, com o sentido de criar individualidade. Outro conceito que poderia ser extraído do ato de acessorizar seria destituir as funcionalidades racionais de qualquer peça para o corpo. Não roupas, mas indumentárias contemporâneas, pois carregam signos estéticos, poéticos.

Estolas, echarpes, vestidos, boleros, adornos para cabeça, braços, cintura. Todos esses itens imprimem leveza, charme e um luxo atemporal nos corpos femininos. Em um look, Piedad será aquele item encarregado de dar a coloração única. Cada pessoa, cada ser, tem a sua cor, e Piedad revela a cor sensível de cada um com um toque absolutamente próprio e atual.
Amélia Loureiro de Vasconcelos
Julho 2007 – São Paulo

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